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"Jogos Mortais" volta com Jigsaw e com a fórmula que seu lado mórbido adora

"Jogos Mortais" volta com Jigsaw e com a fórmula que seu lado mórbido adora

Foi uma espera de sete anos, mas "Jogos Mortais" está de volta aos cinemas. Seguindo a mesma fórmula desde os anos 2000, quando o primeiro filme da franquia chocou o mundo com sua tensão psicológica inovadora, o capítulo recente traz o retorno de Jigsaw depois de dez anos de sua morte em um deleite para os fãs - e, para quem que não curte a franquia, seu lado mórbido vai se divertir.

A trama de "Jogos Mortais: Jigsaw" é simples, mas prende o espectador: um dispositivo é ativado e a frase "que os jogos comecem" faz sentido novamente. Cinco pessoas estão presas cada uma por uma corrente, que começa a puxá-los em direção a serras afiadíssimas. Ao fundo, a característica voz de John Kramer (Jigsaw) indica que eles podem se salvar, basta seguir as instruções do joguinho sangrento. Mas lembre-se: o vilão morreu há dez anos. Que retorno é este?

O desafio dos pobres coitados lembra um jogo de videogame, em que as pessoas vão passando por fases e um é eliminado a cada trecho. No final, eles precisam enfrentar o chefão para zerar a brincadeira. Enquanto esse "Mortal Kombat" moderno segue, uma trama paralela deixa a história ainda mais interessante, com personagens que, apesar de caírem no clichê dos filmes de terror (policial corrupto, fanáticos por um assassino e por aí vai), têm seu charme.

Mesmo com boas novidades (sem spoiler, fique tranquilo), "Jogos Mortais: Jigsaw" é o mais do mesmo que sempre arrecadou milhões nas bilheterias com os sete filmes anteriores. E há motivos para fisgar o coração dos fãs da série em mais um trabalho minucioso de John Kramer.

A expectativa pelas mortes

O diretor James Wan ganhou fama, lá em 2004, quando o primeiro "Jogos Mortais" foi lançado, uma proposta com baixo orçamento e que arrematou o coração de muitos cinéfilos de terror. O desenrolar da história, com o Dr. Lawrence serrando o pé direito para escapar das correntes, consagrou a produção e a fórmula para virar franquia estava formada. Apesar de alguns títulos da série se perderem pelo caminho, em "Jigsaw" a angústia está presente o tempo todo. Quem vê o filme logo pensa "quem será o próximo?" ou "como será a próxima morte?".

Por que cada um está no jogo?

Todas as pessoas que estão participando do jogo estão lá por um (bom) motivo. Não há inocentes no processo. E é curioso saber o que os personagens aprontaram para sofrer tanto. Um é pilantra profissional, pula a cerca no relacionamento e tantos outros pontos que o qualificam para ser um forte candidato no jogo. A outra é uma batedora de carteiras que foi egoísta durante um roubo. E a moça do canto é pior ainda: cometeu o crime e jogou a culpa em outro. Todos mostram personalidades que encaixam em seus respectivos crimes e o final não pode ser bom para ninguém.

Eles voltaram!

Mesmo para quem não goste dos filmes, há de convir que John Kramer é criativo. Ele bolou diversos maquinários que - graças a coincidências também, é preciso ressaltar - torturam muita gente e "Jogos Mortais: Jigsaw" faz uma homenagem a alguns desses dispositivos, para delírio dos amantes da saga. Está lá o serrote já citado no primeiro filme e até a arma usada em "Jogos Mortais 2", que fica posicionada atrás do olho mágico da porta. Mas não tem novidade? Claro que tem, inclusive uma peça criada por Jigsaw usada antes do início dos crimes (pelo menos é o que garante seus fiéis seguidores, que transformaram o justiceiro no Charles Manson do século 21).

O mestre

Jigsaw está de volta - mas só assistindo ao filme para saber o que aconteceu com ele nesses dez anos de hiato. E, claro, essa é a parte mais legal do novo "Jogos Mortais". Se no filme anterior, "Jogos Mortais - O Final" (2010), o justiceiro aparece em flashbacks curtinhos, desta vez temos o ator Tobin Bell como figura importantíssima na produção, com direito ao boneco andando de bicicleta e tudo mais.

Novidades que funcionam

Cada capítulo da franquia tenta adicionar um detalhe aqui e acolá - novos enigmas, quebra-cabeças mais complexos, sangue jorrando por todos os lados e mudanças no contexto. Desta vez, o trio que precisa tentar decifrar onde está rolando o joguinho "inocente" de Jigsaw é formado pelo detetive Hallowan, o médico legista Logan e sua assistente Eleanor. O novo grupinho funciona e o ambiente de intrigas e surpresas na trama fazem os fãs esquecerem o marcante detetive Mark Hoffman, que participou dos últimos cinco filmes da franquia.

Fonte: UOL

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