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Fama, conselhos e filmes estrelados: a vida de Daisy Ridley pós-"Star Wars"

Fama, conselhos e filmes estrelados: a vida de Daisy Ridley pós-"Star Wars"

Em 2015, “Star Wars: O Despertar da Força” trouxe de volta um dos trios mais queridos da cultura pop: Leia (Carrie Fisher), Luke (Mark Hammil) e Han Solo (Harrison Ford). Quem roubou a cena, no entanto, foi a novata Daisy Ridley, que na pele da heroína Rey se tornou a personificação do futuro da franquia e inspirou fantasias e cosplays ao redor do mundo.

Ao contrário do que muitos esperavam, a atriz sumiu dos cinemas no ano seguinte. Mas, em compensação, ela será uma presença constante nas telonas entre a reta final de 2017 e 2018. Uma das estrelas de “Assassinato no Expresso Oriente”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (30) e traz também Judi Dench e Penélope Cruz, a britânica de 25 anos volta a uma galáxia muito distante em dezembro, com “Os Últimos Jedi”, e no próximo ano surgirá como a Ofélia de William Shakespeare, em um filme homônimo, e uma das dubladoras da animação “Peter Rabbit”.

A pequena pausa não foi uma preocupação para a atriz – até porque as filmagens do “Episódio 8” começaram logo em fevereiro de 2016 e foram até julho daquele ano. “Eu acredito muito em timing e não tinha um trabalho depois”, lembrou em entrevista à revista “V”. “Pensei ‘meu Deus, achei que a minha vida estaria mais movimentada agora’. Tive que tirar umas semanas de folga, e então ‘Oriente’ apareceu, e foi perfeito. Consegui encaixar facilmente as duas coisas, e eu queria muito fazer ambas”. 

2019 e 2020 também prometem muitos trabalhos para Daisy. Apadrinhada por J.J. Abrams, que dirigiu “O Despertar da Força” e vai voltar para o “Episódio 9”, ela será a protagonista dois filmes produzidos por ele: “A Woman of No Importance”, sobre a espiã americana Virgina Hall, e o drama sobrenatural “Kolma”. Ela ainda vai estrelar a adaptação do livro juvenil “Chaos Walking” ao lado de Tom Holland, o novo Homem-Aranha.

Nada disso, porém, faz parte de uma estratégia meticulosamente calculada pela britânica. “Eu não tenho um plano. Há coisas que eu quero fazer, mas tenho medo de fazer agora. Quero muito fazer uma peça, mas sinto que mal consegui me encontrar no cinema. Eventualmente, vou fazer isso. Não tem um plano. Na maior parte do tempo, estou seguindo a correnteza.”

Fama e ansiedade

Com o impulso de “Star Wars”, Daisy se tornou um dos rostos mais conhecidos do mundo. Ironicamente, porém, ela não gostou de seu desempenho nas telonas. “Eu não achei que estava bem no primeiro, e sofri bastante com isso”, contou a atriz à revista “Elle”.

O estresse também veio junto. Então com 23 anos, a artista só havia feito pequenas participações em produções britânicas como “Mr. Selfridge” e “Silent Witness”. “Eu estava ficando louca no meu flat. Minha pele ficou muito ruim com o estresse de tudo, e eu já não estava bem. Eu tinha úlceras na parede do intestino e coisas assim”, lembrou. A solução foi recorrer à família: Daisy se mudou para o apartamento de sua irmã, que fica próximo à casa de seus pais, e depois alugou um apartamento no mesmo bairro.

Em seu segundo “Star Wars”, a expectativa era de que a ansiedade diminuísse, mas não foi o que aconteceu: “Me senti mais nervosa, senti mais responsabilidade e pressão pessoal, porque sabia como as pessoas tinham me recebido”.

A fama que a exposição nas telonas trouxe, no entanto, não tem sido mais um problema para Daisy – principalmente porque ela se apegou a um conselho dado por Carrie Fisher, que morreu no final de 2016: não se esconder do sucesso, mas aproveitá-lo. “Foi maravilhoso”, disse. Também ajudou o fato de ela ter entrado de cabeça em seus projetos profissionais: “No trabalho, você é normal, não a exceção, como acontece em outros momentos”. 

E ela tem pensado cada vez mais em como usar sua voz: “Às vezes, eu sinto que não tenho direito de ter uma opinião, porque eu não sou uma roteirista, mas é importante, principalmente porque eu sei o impacto que Rey teve nas pessoas e o efeito que ela teve em ‘Star Wars’ e além em termos de representação feminina no cinema. Acho importante entender isso”.

Fonte: UOL

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